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Designer do Linux Kurumin fala sobre ilustração vetorial no Inkscape

September 18, 2011

Postado no Blog do Desenhador

Continuando a série de entrevistas, hoje trago Luciano Lourenço, criador do Tux Kurumin, o pinguim mascote da distro “mais amada do Brasil”, como é comum dizerem. Luciano é um dos muitos artistas que criam belíssimas imagens usando o Inkscape, solução Vetorial Livre de ótima qualidade. A entrevista ficou muito interessante e podemos aprender muito com o que foi colocado. Espero que gostem e aguardem porque já estou começando a próxima.

1- Primeiro, gostaria que você se apresentasse pra quem não conhece o Luciano Lourenço.

Meu nome é Luciano Lourenço, sou paulista, 39 anos e atualmente moro em Ribeirão Pires na Grande São paulo. Sou ilustrador desde os 16 anos de idade quando comecei trabalhando com serigrafia, criando arte-final e fotolitos. Naquela época não existia essa tecnologia de hoje então, o trabalho era bem maior. Tínhamos que criar as artes no papel usando lápis tinta e pincel; E essa arte precisava ser bem fiel ao que iriamos passar para o fotolito. Depois da arte pronta, tínhamos que separar as cores, cada qual em uma camada de acetato, utilizando canetas de nanquim e látex preto. Era tudo “na mão” mesmo!

Depois de alguns anos passei a trabalhar com ilustração para comunicação visual, outra área que na época era feita de forma bem artesanal pois, mesmo utilizando recursos fotográficos ainda tínhamos que meter a mão na massa incluindo ilustrações e letreiros nas fotos, de forma manual, com pincel tinta e caneta. Os letreiros, quando grandes, eram feitos com régua, caneta e pincel; Quando menores, eram feitos com letras transferíveis. Hoje esse processo pode ser considerado bem arcaico mas no meu ponto de vista é muito especial porque para trabalhar na área era preciso ter mãos firmes, criatividade e talento.

2- Como começou com a ilustração digital? Foi direto com vetor, ou tentou o raster também? Enfim, como foi toda a sua trajetória nessa área até hoje?

Bom, como vocês podem imaginar, quando os primeiros softwares para ilustração começaram a se popularizar, na década de 90- isso aqui no Brasil, onde a coisa demorou um pouco para pegar – nós nos tornamos obsoletos e fomos perdendo os empregos, pelo menos os que não se adaptaram no momento certo. Na época eu realmente não acreditei que os computadores iam dominar essa área pois eu achava tudo muito mecânico e mal feito. Não demorou muito e, em 1997, eu havia me tornado uma peça museu. Naquela altura do campeonato eu realmente não tinha como me modernizar. Estava desempregado e sem grana para comprar um computador que na época eram caríssimos. Me recusava a fazer qualquer tipo de curso de informática e fui tentar outras áreas. Assim, vaguei por outros empregos até 2001 quando voltei para a ilustração com a febre repentina da aerografia. Febre essa que também não iria durar muito pois a ilustração digital também avançava sobre essa área. foi aí que dei o braço a torcer e comprei meu primeiro computador em 2002 e comecei e buscar o tempo que havia perdido tentando entender aqueles softwares: Corel Draw, Protoshop e Paint, e em 2003, sustentado pelo meu currículo como ilustrador, eu consegui voltar para a área de comunicação visual.

Na época eu trabalhei com o Photoshop. Tratava imagens, escaneava e coloria ilustrações feitas por mim, mas foi na imagem vetorial que eu pirei pois, achava fascinante a ideia de todas aquelas pecinhas se tornarem uma imagem tão complexa. Foi no Corel Draw que eu vi um desafio maior que no raster e foi no Corel que toda aquela loucura voltou a ter um sentido, pois foi lá que eu vi a aceitei que não era mais um ilustrador. Foi ali que a era do Luciano ilustrador acabou e começou a do Designer Gráfico. Foi com o vetor que eu achei algo para tirar o máximo de mim, onde a pessoa pode do nada, apenas de uma imagem em branco, criar algo. Foi ai que “voltei ao presente”.

3- Você fez algum curso? Indicaria algum para quem está começando ou dá pra “ir sozinho”, estudando como autodidata, pesquisando na net e tendo reforço dos fóruns?

Eu desenho desde os 6 anos de idade. Sabe aquela criança que tinha um terço do caderno com lições e o resto com desenhos? Esse era eu (risos). Meu pai era pedreiro e realmente não se entusiasmava muito com meus sonhos, no entanto foi um pai muito orgulhoso quando eu consegui, mas na época não tive muito apoio e fui me virando como podia. Mais tarde eu me matriculei na APBA “Associação Paulista de Belas Artes”, pois já tinha alcançado o meu limite por conta própria e lá eu pude observar outros pontos de vista e ter uma assistência às minha duvidas. Lá foi onde eu lapidei minha técnica com o pincel e lápis, foi perfeito pra mim.

Quanto a indicar algum curso, olha, eu acho que hoje vale mais a pessoa ter vontade e se qualificar, hoje em dia está mais acessível uma faculdade ou um curso técnico. Então, se existe um caminho certo hoje em dia, esse é o caminho. O que eu posso sugerir para as pessoas que querem embarcar nessa área é que, antes de tudo, aprendam a desenhar, tenham a felicidade de conhecer um lápis antes de conhecer um mouse. A coisa que mais me entristece é ver um garoto entrando em um fórum e dizendo que nunca pegou num lápis para desenhar e odiaria ter que pegar. Isso é triste por que foi pela ponta de um lápis que muitos de nós chegamos aqui e, na minha opinião, quem não conhece a felicidade de ver um belo trabalho feito com um pedaço de madeira, com uma barra de grafite no meio em cima de um papel canson é por que realmente não entendeu o que é ser um ilustrador.

3- E a parte de programação? Você também atua na área?

Não exatamente. Há alguns anos eu venho me interessando e atuando na área de Web e tenho trabalhado com isso paralelamente ao design gráfico. Os únicos códigos que entendo um pouco são relacionados a web: HTML, CSS, Javascript, Ajax e PHP só para integração nas páginas. Eu acho que isso é normal hoje em dia e é uma pratica muito saudável, pois a internet tem se tornado um meio mais estético de uns anos para cá devido a nossa entrada nessa área.

4- Já teve, ou tem alguma experiência de trabalhar em conjunto com desenvolvedores de softwares gráficos livres? Se já, conte-nos um pouco sobre isso. Coisas tipo: juntar um grupo de desenvolvedores e usuários para trabalhar em novas implementações no programa que todos utilizam e mais gostam, sabe?

Eu faço parte da comunidade Inkscape Brasil. Ali se encontram desenvolvedores de Gimp e Inkscape aqui do Brasil, mas como não sou programador, colaboramos com ideias para melhorar a usabilidade do software. Como dizem por ai: você não precisa ser programador para ser um desenvolvedor. Creio que, em parte, essa frase é verdadeira, pois vemos necessidades nesses softwares que às vezes de tão simples não são vistas pelos desenvolvedores, então é ai que entramos. Enviamos ideias de como melhorar a interação entre os usuários e o software. Colaboramos com *wireframes de painéis para que os desenvolvedores possam entender melhor nossas necessidades. Opinamos sobre as ferramentas já existentes e sugerimos outras, que poderiam existir. Eles, os desenvolvedores, estão no caminho certo, nós apenas ajudamos a lapidar algumas de suas ideias para que a experiencia final do usuário seja mais intuitiva. No mais, a nossa colaboração, pode se dizer, é o campo de prova. O teste prático. No meu caso, como já me sinto muito à vontade trabalhando com o vetor, a cada implementação do Inkscape, eu tento criar algo que exija o máximo do software, assim os desenvolvedores podem ver a sua criação funcionando na prática. Muitos dos meus trabalhos para a comunidade são usados como referência, tanto para os desenvolvedores como para usuários que duvidam do “poder de fogo” do Inkscape. Eu acho isso o máximo pois os dois lados ganham muito com isso, já que nem sempre o desenvolvedor consegue ver na prática, a maravilha que ele ajudou a criar. Portanto, eu acho que quando faço um trabalho bem feito, outra pessoa ficou orgulhosa, lá do outro lado, pois sabe que naquela ilustração tem um pouco do esforço dela também.

5- Com quais aplicativos gráficos tem trabalhado mais ultimamente?

O aplicativo que mais trabalho é, sem duvida nenhuma, o Inkscape pois com ele eu consigo tanto trabalhar com ilustração produzindo impressos, banners, faixas, papelaria, adesivos, capas de livros folders e tudo mais que se possa imaginar e também posso criar mookups de páginas para internet e posso salvar as fatias sem precisar usar outros softwares. Posso criar wireframes, enfim, ele é muito versátil, diga-se de passagem, eu sou suspeito pra falar já que é meu software predileto.

Trabalho muito com o Gimp para tratar imagens e fazer coisas que ainda não tem como fazer no Inkscape. Muitos acham que é besteira usar vários aplicativos, mais vejamos o exemplo da Adobe, você cria uma ilustração no Ilustrator abre no Photoshop e os dois se integram perfeitamente. Eu creio que, num futuro próximo, isso possa vir a acontecer com softwares livres. Você poderá criar uma ilustração no Inkscape e com um só clique poderá abri-la para editar no Gimp e depois voltar ao Inkscape para terminar o serviço.

Trabalho também com o Alchemy para criar texturas mais aleatórias, observando que o Alchemy também exporta para SVG que é o formato nativo do Inkscape.

Existem alguns softwares que eu gosto de citar pois eles auxiliam na finalização dos trabalhos, sobretudo quando você usa alguma distribuição Linux. Para unir arquivos PDF exportados do Inkscape eu utilizo um software chamado PDFChain, e para converter um SVG em um bitmap no espaço de cores CMYK eu utilizo um pequeno software chamado CMYK Tools. Todos esses são Softwares Livres e podem ser baixados e instalados de graça.

Eu posso citar mais alguns softwares que são específicos e também utilizo um pouco: o Scribus para diagramação de Livros, revistas e impressos mais elaborados; O Blender para criação de modelos 3D e o Libre Office Draw para criação de impressos mais simples com distribuição local.

6- Teria como descrever sua rotina de trabalho e um pouco de seu método de criação e produção das imagens?

Eu trabalho com uma demanda um pouco diferente daquela do ilustrador convencional. Meu trabalho é mais voltado para a internet e interfaces gráficas, mesmo assim não deixo de apresentar alguns trabalhos só para portfólio e, quando solicitado, para material de divulgação. Então, minha produção é mais dirigida para a criação de gráficos; Banners estáticos e animados; Backgrounds para desktop; Concepção de Splash Screen; Ícones personalizados; Logomarcas, enfim, tenho uma gama enorme de atuação que me mantém bem ocupado…

Meu método de criação está atrelado às necessidades do cliente. Na maioria das vezes sempre existe um briefing a ser respeitado e a conexão com o setor de criação das instituições que trabalho tem que ser obedecidas, mesmo assim existe muito espaço para ideias pois o grande lance do design, não importa qual tipo, é olhar além de uma concepção escrita por outra pessoa e ver algo que ele possa identificar de diferente ou especial naquele gráfico. É assim que eu trabalho e creio que é por isso que meus trabalhos tem uma cara diferente de muita coisa que se vê por ai hoje em dia. A internet é um mundo grande cheio de ideias, mais eu acho que a gente tem que olhar para a tela e mesmo quando não tiver nada lá, você tem que ver onde quer chegar. Acho que é assim que funciona e assim tem funcionado para mim.

7- Quais as coisas que mais gosta no software que utiliza mais e cite alguns bons motivos para indicá-lo, caso alguém peça sugestão nesse sentido?

O que eu gosto no Inkscape é que, além de ser gratuito, é muito fácil trabalhar com ele. Ele é muito, muito sofisticado. Você pode criar um jogo com ele se souber programação, mas o forte dele é que as ferramentas estão todas ali, sem você ter que perder tempo tentando encontrar coisas escondidas. Não estou criticando a forma como se trabalha com o Ilustrator, mas é que há tantas opções escondidas nele que você acaba se perdendo e coisas que deveriam ser feitas em duas ações acabam levando 6 ou 7! No Inkscape é diferente. É um software direto, limpo e sem surpresas. Só agradáveis. O ritmo de desenvolvimento do Inkscape é muito acelerado e as ambições do time de desenvolvedores é bem abrangente. Ele tem seus defeitos, mais se a pessoa tiver um tempo para “brincar” com ele vai se surpreender. Tudo que você faz nele é feito de forma tão transparente e direta que dificilmente você se perde em cliques intermináveis. Uma coisa que vem me chamando a atenção é que muitos artistas independentes mundo a fora estão descobrindo o Inkscape e estão criando coisas maravilhosas. Tanto artistas casuais quanto profissionais estão descobrindo que o poder do software não vem da sua “grife” e sim da criatividade do operador.

Um dos exemplos de como estão criando maravilhas com o Inkscape é o grupo que existe no Flickr: http://www.flickr.com/groups/inkscape/pool/ , lá você pode dar uma olhada em muitos “feras” que estão produzindo no Inkscape.

8-Conte-nos como aconteceu a criação do pinguimzinho, símbolo do Kurumin, e como ele se tonou “oficialmente” a marca dessa distro e figura constante nos papeis de parede da mesma.

Foi uma feliz coincidência. Eu já trabalhava como design na época. Muito se falava sobre o Linux mais eu não tinha muita coragem de formatar a máquina e testar alguma distribuição. Um dia, passei numa banca e vi numa revista um cd de uma distribuição desenvolvida aqui no Brasil, o Kurumin, e li que não precisava instalar. Então comprei, cheguei em casa e testei. De inicio estranhei um pouco mais comecei a ver os softwares e conheci o Gimp e o Blender. Achei bem legal os dois. Nunca tinha feito algo em, 3D, mais no Blender eu consegui fazer logo de cara! O Gimp, na época, não era tão sofisticado, mesmo assim, fui logo conseguindo tratar imagens nele. Mas senti falta de um software para vetor. Testei o Sodipodi e achei muito ruim. Depois testei o Karbon e também não gostei muito. Me disseram que o Xara LX rodava em Linux e instalei. Gostei muito e comecei a fazer algumas imagens e enviar para os fóruns do GDH. Então uma pessoa me falou do Inkscape. Instalei e coloquei à prova. Na época eu via uns pinguins que achava muito legais e que eram feitos usando formas não muito elaboradas. Então pensei em fazer um pinguim naquele estilo, só que com um cocar na cabeça, simbolizando um índio. Foi ai que fiz, no Inkscape, com algumas formas geométricas distorcidas, o “Tux Kurumin”, a imagem de um pinguim infantil com o cocar de penas azuis e verdes na cabeça.

Fiz um Papel de parede com o “Indiozinho” carregando uma bandeira do Brasil sobre um fundo cinza e enviei para o Carlos Morimoto, o criador do Kurumin. Logo em seguida ele me retornou o e-mail perguntando sobre a possibilidade de eu fazer um “Splash Screen” para o KDE. Na hora eu pensei: “o que é isso?” Retornei pedindo mais informações. Então ele me deu umas dicas a mais e como eu poderia testar no no Kurumin. Segui as dicas e consegui criar o meu primeiro Splash, que entrou na versão seguinte do Kurumin, a 3.0. Tanto oWallpaper como o Splash vieram como padrão no Kurumin. Logo após veio a proposta de criar imagens para manter a distribuição e eu aceitei. Da versão 3 até a sétima e derradeira versão do Kurumin eu trabalhei em suas artes.

Fiquei muito triste quando essa distro foi descontinuada, mais acho que a vida é assim mesmo; As coisas que a gente gosta nem sempre duram muito. Não tenho o que reclamar dessa experiencia maravilhosa que tive e que me abriu muitas portas…

Se alguém que ser dar uma olhada nesses trabalhos, pode achar grande parte deles no KDE-LOOK.org nesse link: http://kde-look.org/usermanager/search.php?xsortmode=new&action=contents&username=Luck&page=0

8- Como você tem visto a evolução dos Softwares Livres Gráficos em geral? Acha que há alguma limitação séria que precisaria ser superada no programa que mais usa?

Eu vejo com muito otimismo o progresso do Software Livre, sobretudo as soluções gráficas. Se pensarmos bem, em termos de tempo de vida, soluções como o Photoshop e Corel Draw já são desenvolvidas há mais de 20 anos! Ambas tem inícios datados de 1988, enquanto no Software Livre o mais velho, que é o Gimp, tem pouco mais de 15 anos e o Inkscape 8. E os focos são diferentes. Os programas proprietários contam com investimentos maciços que sustentam essas grandes empresas, enquanto os livres são desenvolvidos de forma colaborativa, por voluntários. Por isso eu vejo com otimismo e, no meu caso, penso mais nas soluções do que nos problemas, pois se todos eles, mesmo os proprietários, não tivessem limitações ou defeitos as pessoas não sairiam atrás de alternativas diferentes.

Hoje a maior parte das reclamações dos Softwares como Inkscape e Gimp são relacionados ao suporte ao espaço de cores CMYK. Um alarde que eu considero sem cabimento por que existem outros softwares que auxiliam na hora de fechar o arquivo para impressão e essas faltas não foram resolvidas ainda por conta do foco desses projetos e de cronograma. Mas isso já esta decidido, como e quando isso será implementado. Por hora eu acho que podemos sobreviver sem isso pois o maior problema que enfrentamos ainda é a falta de vontade de algumas empresas em conhecer formatos abertos e adotá-los como alternativa também, assim como fazem com o CDR, AI, PSD e PDF.

9- O que tem produzido atualmente? Conte-nos alguma novidade, projetos, etc…

Além de alguns trabalhos independentes que apresento para a comunidade Inkscape, trabalho com algumas empresas de tecnologia como O.S. Systems que cria sistemas operacionais sob medida. Sou designer do http://www.hardware.com.br antigo “Guia do Hardware.Net”. Crio as capas dos livros do Carlos E. Morimoto e presto serviços para amigos do setor de microinformática da Itaipu Binacional. Participo de alguns eventos dando palestras no Latinoware e Campus Party. Atualmente estou apenas colaborando respondendo a duvidas na lista do Inkscape Brasil.org e estou escrevendo um manual para quem quer começar a trabalhar com vetor. Essa é a novidade. Sempre quis criar uma manual bem completo baseado não em informações da internet, mais em minhas experiências com o Inkscape e com algumas técnicas que desenvolvi com o tempo. Gostaria muito que as pessoas aprendessem a mexer com gráficos vetoriais com a mesma ideia que eu tenho desse tipo de trabalho, por que eu gosto muito e acho muito divertido criar no Inkscape e eu quero passar isso nesse manual.

10- Para finalizar, gostaria de agradecê-lo pela participação e parabenizá-lo pela qualidade do seu trabalho além de pedir que deixasse aqui algum link de seu blog ou site. O espaço está aberto também para alguma outra coisa que queira falar e que ache importante para estimular o contato de ilustradores, designers, e outros com os programas gráficos livres.

Eu agradeço pela oportunidade de estar expondo minhas ideias. Para mim é uma prazer ser entrevistado pelo Mozart Couto a quem eu tenho uma admiração enorme e acho que tem feito um trabalho fantástico na divulgação das ferramentas livres e na criação desse espaço.

Eu gostaria de dizer uma frase que eu sempre digo. O software não tem muito sentido se não é utilizado, não adianta os caras investirem tempo e paixão no seu desenvolvimento se as pessoas não usarem. Eu acho que é isso que dá o sentido para o software, para seus criadores. E não existe pagamento maior do que ver essas obras trazendo à vida tantos trabalhos maravilhosos, por isso eu peço a todos que estiverem lendo, que testem softwares livres. Toda vez que precisarem usar qualquer programa, antes de ir na internet e baixar clandestinamente algum que deveria ser pago, busquem uma opção livre. Tenho certeza que não irão se arrepender.


Alguns trabalhos meus podem ser vistos em :
http://www.flickr.com/photos/maddrum/sets/72157606969707529/

ou em :

http://maddrum.deviantart.com/gallery/
http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/260493_105623386198192_100002515935459_49500_5704101_n.jpg

Visitem também o site : http://inkscape.org/

Notas:

Alguns dos programas citados acima podem ser baixados aqui:

Inkscape:
http://wiki.softwarelivre.org/InkscapeBrasil/Download

PDFchain:
http://pdfchain.sourceforge.net/

CMYK Tool
http://www.blackfiveimaging.co.uk/index.php?article=02Software%2F05CMYKTool

SCRIBUS
http://www.scribus.net/canvas/Scribus

BLENDER
http://www.blender.org/

LIBRE OFFICE
http://www.libreoffice.org/download

From → Software Livre

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